quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A teoria do Ash em coma



Já imaginou se em Pokémon, todo aquele mundo habitado por diversos Pokémons fosse apenas um mundo criado por Ash tentando sair de seu estado de coma que teria acontecido em consequência do acidente de bicicleta no primeiro episódio do anime? Por de trás de toda a história de Pokémon, o criador da teoria propôs uma visão mais madura do que realmente poderia ser esse mundo supostamente criado pelo subconsciente de Ash, a relação de cada personagem com a personalidade dele, o porque de Ash nunca ter crescido anos após sair de casa para sua jornada, e porque ele ainda não se tornou um mestre Pokémon. O autor desconhecido nos força a entender um pouco de filosofia e nos faz olhar Pokémon como um anime mais dramático do que esperado e bem misterioso. É claro que a teoria não tem relação nenhuma com a história original, pois é apenas uma suposição de todos os fatos proposta pelo autor da teoria. Enfim, vale muito a pena ler. Se você é fã incondicional de Pokémon e não quer ter sua infância destruida em função da teoria, PARE DE LER AQUI.

O texto foi retirado do fórum UOL Jogos do post Ash Ketchum o personagem mais loser de todos os tempos?

O acidente com a bicicleta (no primeiro episódio do anime) colocou Ash em coma. Dias mais tarde ele foi encontrado e foi levado as pressas ao hospital e tratado com fortes remédios, o que explica porque a Equipe Rocket tornou-se menos perigosa. Os remédios fizeram efeito e estabilizaram o seu coma, tornando os sonhos, antes assustadores, agora agradáveis, permitindo a ele viver as suas fantasias de mestre Pokémon.

Após os primeiros episódios, a série é o resultado do subconsciente de Ash realizando seus desejos, alem de tentar escapar da realidade. Se Ash perceber que está em coma, ele iria acordar, mas sofreria dano cerebral, portanto ele tem de derrubar todas as suas barreiras mentais uma por uma ate que ele possa entender a si mesmo e escapar do coma (já que sua mente não vai deixá-lo escapar ate que ele aceite a si mesmo).

Mais evidencias vem do fato de que apesar das suas jornadas levarem-no a vastas distancias, ele nunca anda de bicicleta por ter desenvolvido uma fobia.

O coma e a fantasia também explicam porque ele não muda muito fisicamente. Também explica o socialismo mundial, pois ele imaginou um sistema de governo seguro que iria operar suavemente e manter o mundo 'girando', permitindo que as suas aventuras ocorram do jeito que ocorrem. Também explica como uma criança pode sair sozinha em um mudo cheio de perigosos e selvagens animais, e porque toda cidade tem a mesma policial e todo centro Pokémon tem a mesma enfermeira. Joy e Jenny ele conhecia de sua cidade, e elas agem como uma rede de segurança ou âncora, permitindo a ele se sentir seguro não importa onde ele vá. Joy e Jenny representam estabilidade. Os professores representam os ideais de Ash, e é por isso que Gary vira um professor. A fantasia também explica porque toda vez que ele entra uma nova região, praticamente ninguém ouviu falar dele, apesar de suas conquistas. Como poderia Paul, o rival da região de Sinnoh, não conhecer alguém que ficou pelo menos entre os 16 primeiros nas 3 ligas e aniquilou a Liga Laranja e a Batalha da Fronteira?

Continuando para os personagens próximos a ele, os parceiros de viagem de Ash são os aspectos de si que ele aprecia, mas não gosta de associar a si. Brock é a sexualidade reprimida de Ash. Ash entrou em coma ainda virgem e precisava de uma válvula de escape para suas crescentes frustrações sexuais; como ele nunca experimentou o sexo, Brock nunca deve conseguir também. Mas Brock não é só a projeção da sexualidade de Ash, ele também é uma projeção dos instintos paternais de Ash. Brock deixa seus irmãos para sair em uma jornada com Ash porque Ash não consegue lidar com tanta responsabilidade na sua idade. A permanência de Brock com a professora Ivy foi uma tentativa de suprimir sua sexualidade. Você pode perceber que James teve muito mais diálogos durante essa parte da série, alem de ser muito mais sensível e emocional com seus Pokémon e revelando a maioria de seu passado. Ash não gostou muito disso, portanto Brock retorna horrorizado e recusa a falar sobre o assunto (o subconsciente de Ash estava reprimindo ele durante aquele tempo, então ao invés de um sentimento de medo, ele não sabe o que aconteceu). Mais evidencia de que Brock é a sexualidade de Ash é que ele retorna a série sempre que Ash descobre um novo aspecto feminino de si mesmo.

Misty é o primeiro desses aspectos que encontramos. Como ela é a primeira e porque ele é apenas um aspecto de Ash são explicações para o porque de Misty ser tão presente na série mas é, no fim das contas, inalcançável (porque ele praticamente não conhecia ela antes do coma). Como Misty é o seu primeiro interesse amoroso, mesmo que subconscientemente, ele precisava que ela crescesse mais. Ele achava que pessoas só poderiam haver relacionamentos após ficarem adultos. Na pratica, porem, ele descobre que não consegue lidar com isso (por não ter experiência no mundo real) e quer a Misty agressiva e arrogante que ele conheceu, portanto não deixando ela ficar com o Togepi. É notável nessa parte da história um abuso constante para com a sua sexualidade (Brock), e o eventual amansamento até que ela acaba ficando por trás dos panos. Como Ash era muito apegado a ela, isso foi traumatizante e após essa experiência, todos ao seu redor que ameace ficar mais maduro rapidamente acaba saindo e dando lugar a um substituto mais inocente.

Gary Carvalho é o que Ash deseja ser. Gary queria ser o melhor, conseguiu isso, e depois retornou a uma vida normal. Ash precisa que alguém seja bem sucedido em seu mundo ou então ele não poderá validá-lo e ele começará a questionar porque ele está onde está. É uma armadilha do subconsciente para evitar que ele fique ciente de sua situação. Sua mente deve ter concluído que o descobrimento do coma por Ash imediatamente o tiraria dele, causando dano cerebral, então ele pegou algo que Ash já gostava e com ele construiu um caminho seguro que o levaria para fora do coma. Porém, Ash é muito complacente para manter-se de pé e lutar para sair da sua situação, e, portanto, não pode escapar. Por isso ele continua encontrando Pokémons lendários. É a forma que a mente usa para mostrar a ele que ele pode fazer grandes coisas se ele tentar, e é uma forma de encorajá-lo a seguir adiante.

A Equipe Rocket são as qualidades de si mesmo que Ash acha ser negativas mas está vindo a aceitar. Jesse e James querem agradar Giovanni, o pai de Ash, e Jessie engana o submisso James em executar seus planos para conseguir isso. Meowth (Nota: a p***** do gato lá que fala, pra quem não sabe. Vulgo miau) especialmente quer agradar a ele porque ele lembra dos bons tempos com Giovanni. Isso coloca Meowth em uma categoria conhecida como a inocência (corrompida) de Ash. Isso é aparente porque Meowth pode falar. Na verdade, a motivo de Meowth poder falar é para que Ash possa eventualmente aceitar os aspectos da Equipe Rocket como partes de si mesmo.

Ash tem problemas com seu pai, então ele o colocou na liderança da organização do mal e o satanizou. Pode até haver uma Equipe Rocket (no mundo real) mas dificilmente o pai de Ash é o líder deles. Ash provavelmente acredita que a separação entre seus pais foi parcialmente culpa sua, mas também culpa parcialmente seu pai. A separação fez sua mãe sair da cidade e ir para Pallet e é a razão inicial para Ash sair em sua jornada: escapar do caos da sua casa. Mas toda a Equipe Rocket, incluindo Butch e Cassidy, simbolizam sua incapacidade de escapar das armações de seu pai.

James é a homossexualidade implícita (o que necessariamente não torna Ash homossexual) e ingenuidade, e Jesse é a vaidade e manipulação. Como Meowth tem potencial para se curar, e não quer ser do mal, isso novamente encaixa na teoria das personalidades conflitantes e odio próprio. A Equipe Rocket se traveste (Nota: não no sentido de serem travestis, mas sempre nos planos deles quando eles usam disfarces, James se veste de mulher, e a Jesse se veste de homem) porque Ash está explorando sua sexualidade (uma faceta diferente da que Brock representa) e isso é um método que permite seu lado gay/vaidoso experimentar livremente. Quando ele percebeu que isso (travestismo) não era algo para ele, o seu lado livre parava de experimentar com isso.

Max veio com May. Ele representou o Ego e ela representou o Id com grandes ambições naquela sessão. (Nota: da uma googlada que você entende do que se trata. Só Freud explica, literalmente) Eles trabalharam durante um tempo, mas como Ash é um adolescente, sua sexualidade tinha que retornar. Ele continuou a se reinventar e eventualmente escreveu novos aspectos de si, mas sua mente lentamente trouxe os velhos de volta como um suporte para tornar a transição mais fácil.

Dawn é Ash dando a si mesmo uma chance para amar. Como ele já estabeleceu Misty como alguém que ele não vai a lugar nenhum, ele criou uma nova garota, uma que era mais parecida com ele, e menos violenta. Você pode notar que enquanto May e Misty não toleravam Brock, Dawn parece ignorá-lo.

Tracey, o criador, era um futuro possível para Ash que ele descartou. Esse futuro era um em que ele saia para trabalhar com o professor (a visão de Ash de um pai perfeito) quanto Tracey corrompeu a dinâmica que Ash tinha com suas outras possibilidades. Com a mente de Ash lutando contra o coma e Ash vendo essa pessoa como um companheiro, Tracey foi rapidamente substituído por um rival mais ameaçador.

Pikachu representa a humanidade de Ash, por isso que há os episódios em que eles se separam e Ash quer desesperadamente encontrá-lo, ao ponto de trabalhar junto com a Equipe Rocket (aspectos de si que ele normalmente não se associaria). A Equipe Rocket quer roubar o Pikachu e dá-lo a Giovanni. Jesse e James vão sempre se opor a Ash porque o mero pensar de que sua humanidade está nas mãos de seu pai assusta Ash. Porem, essa é a mesma razão que faz com que ele trabalhe com essas partes de si para evitar que sua humanidade seja perdida. Ash não conseguiu evoluir Pikachu porque isso significaria desafiar o conceito de quem ele era, o que o deixaria inconfortável enquanto ele ainda enfrenta seus problemas iniciais.

O narrador é a manas superior de Ash (Nota: um conceito da teosofia. Google explica), recapitulando e explicando o progresso que ele fez e o que ele vai encarar pela frente, permitindo a si mesmo observações sobre qual a melhor forma de o acordar.

Os métodos da Equipe Rocket gradativamente ficam mais e mais engraçados/absurdos porque Ash é apenas uma criança imaginando essas coisas. Por isso todo mundo acredita nos disfarces da Equipe Rocket. Ele sabe que são eles (pelo menos no subconsciente), mas escolhe ignorar isso para que ele possa melhorar a si mesmo. De certa forma, o Ash que quer escapar está sabotando o Ash que quer ficar perdido em sua mente para que possa haver mais conflito, e possivelmente a eventual fuga. A fuga sendo conseqüência de finalmente aceitar quem ele é, pois, como mencionado anteriormente, a Equipe Rocket é a forma de Ash lidar com aspectos que ele se sente desconfortável de lidar sozinho.

Você pode lembrar que no início da seria existiam animais e referencias a animais. Por exemplo, o peixe no aquário do ginásio de Cerulean, ou que a Pokedex descreve Pikachu como similar a um rato. Esses animais não importam para a psique de Ash e portanto não vem muito a tona. Se Ash adorasse cachorros, tudo seria sobre diferentes raças de cães, e torneios de luta entre cães, mas enquanto a serie prossegue, você vê menos animais e mais Pokémons. Isso pode ser um sinal de que a mente de Ash está se deteriorando. Como ele está em coma, ele está esquecendo de alguns animais e máquinas e os substituindo por Pokémons. Isso pode explicar coisas como Pokémons elétricos funcionando como geradores de energia; esses são sinais de que a sua memória do mundo real está escapando cada vez mais conforme o tempo passa. O reino dos Pokémons será idealizado continuamente já que ele não tem estímulos do mundo real. A mente de Ash pode ou não estar deteriorando, mas ele está ficando cada vez mais acostumado as regras do seu mundo de mentira. Os Pokémons são as racionalizações para o funcionamento de sua fantasia. É a síndrome foi um mago quem fez. Se ele não sabe como que algo funciona, suam mente diz Pokémon.

Os Pokémons na equipe de Ash, porem, servem para mostrar os problemas e aspectos de si. Por exemplo, Charmander representa o seu ímpeto sexual (não sua sexualidade, como Brock). Inicialmente é uma coisa fácil de controlar, mas eventualmente se transforma em um inferno de chamas de desobediência pois Ash não entende sua sexualidade e portanto não tem como aliviar ela ou mantê-la em níveis normais. Bulbasaur (Nota: Bulbassauro) era sua recusa em mudar, refletida em quando ele decide não evoluir e quase ficou para trás ao menos que Ash batalhasse contra ele. Squirtle era sua vontade de seguir os outros, evidenciado pela gangue que ele andava, apesar de ele ser o chefe da gangue, eles eram vistos como um grupo, e o subconsciente de Ash apenas lhe deu o mais forte. Butterfree era sua esmagadora solidão, o que ele conseguiu resolver quando ele soltou o Pokémon para se juntar a um bando. Os seus Pokémons tipo Voador são sua imprudência, sempre disposto a sacrificar algo sem aviso para vencer. Quando Ash está trocando Pokémons, é uma tentativa de empurrar seus próprios problemas para outra pessoa; porem, ele percebe isso e normalmente troca de volta rapidamente.

Não só os Pokémons de Ash são manifestações de diferentes partes de si mesmo, os Pokémons de outros treinadores são também. Koffing e Ekans simbolizavam a vontade da Equipe Rocket de mudar, por isso eles evoluem. Quando a sua mente pode superar essa barreira e permitir a eles mudar uma vez, isso deu a ele a chance de realmente mudar.

Uma nota interessante é que Pupitar é uma racionalização: um Pokémon que um rival pegou antes de encontrar ele. Até Ash acharia estranho se todo mundo que ele encontrasse não tivesse nada dos lugares que essa pessoa visitou antes.

Outros treinadores são formas mais diretas dos seus problemas; são os que ele tem que ou aceitar ou simplesmente suprimir. Lideres de Ginásio são aspectos mais primários de sua personalidade, com cada Pokémon sendo mais forte que o ultimo, para mostrar um nível de habilidade que ele pode ter caso ele se dedique. Na verdade, ele está batalhando com uma parte dele que ele não gostaria de ter sob controle. Originalmente, Ash tinha as batalhas, que evoluíram em batalhas em equipe e concursos. A explicação para isso é que os problemas de Ash ficaram cada vez mais complexos. O fato que ele usa problemas que ele já dominou para vencer são sinais de que ele está ficando mais forte.

Ash solta seus Pokémons porque sua mente está forçando ele a se livrar deles. Assim que ele treina um time extremamente forte, um torneio chega, e após todas as lutas do torneio ele tem que ir a uma nova terra para novos desafios. Mas com um time extremamente forte, não haverão desafios, e não haverão formas de motivá-lo a ir além, então a parte de Ash que quer ficar em coma e continuar a jornada se livra de seus problemas solucionados ara que ele possa continuar e superar os não solucionados. Isso é essencialmente sua mente forçando ele a resolver seus problemas.

Os rivais de Ash e a Elite dos Quatro são a parte mais forte desse ciclo. Possuindo Pokémons praticamente imbatíveis, eles representam o que pode e o que não pode ser obtido. Os rivais de Ash são todos possíveis futuros que ele imagina para si (perceba que todos eles são mais velhos que ele). Isso iniciou com Gary, alguém que Ash conhecia da vida real e acabou virando quase um deus em sua mente, mas Gary progrediu e mudou para acomodar a visão de Ash de si próprio e seu maior desejo, eventualmente virando um professor após vencer a Elite dos Quatro. Com Gary aposentado, sua mente precisava de um novo rival para ele, daí o nascimento de Richie (a boa parte de sua rivalidade) e Paul.

Paul é a ultima tentativa da mente de Ash de tirá-lo do coma, para forçar Ash a entender que esse mundo perfeito não é a melhor opção ou caminho para acordar. Paul é a sombra de Ash, uma pessoa que quer sempre se esforçar cada vez mais, e a parte dele que vai fazer de tudo para escapar desse mundo do coma.

Mewtwo é uma nova forma de tratamento, feita com impulsos elétricos e uma maquina para tentar fazer Ash acordar, derrubando todas as suas barreiras mentais (os Pokémons do primeiro filme). Na mente de Ash, Mewtwo e seus clones eram (no mundo real) o tratamento para os sentinelas mentais que estavam protegendo Ash e mantendo-o em coma: os Pokémon do seu mundo. Os clones eram a oposição aos problemas que Ash achava ter solucionado, portanto cada um apareceu para Ash como a cópia exata da sua defesa. Os clones não jogavam pelas regras do mundo de Ash, eles não usavam nenhum golpe especial dos Pokémon; eles apenas derrotavam suas contrapartes através de força bruta. O tratamento estava funcionando.

Houveram efeitos colaterais. As descargas elétricas começaram a afetar o sistema nervoso de Ash, e se o tratamento continuasse, ele seria paralisado. Sua mente manifestou isso no mundo imaginário quando Ash foi petrificado. Se não fosse pelo fim do tratamento pela mãe de Ash (que sabia que seu filho não queria viver em um mundo que não poderia explorar), Ash poderia continuar petrificado para sempre. Depois disso, Ash precisava se recuperar dos danos causados pela terapia. Para reduzir o perigo que a consciência de Ash sentia disso, seu subconsciente começou a diminuir o efeito da eletricidade em seu mundo, o que explica porque os ataques elétricos de Pikachu, antes destacados pela sua potência pela Equipe Rocket, não tem mais nenhum efeito em Ash, alem de ser motivo de piadas.

Como podemos ver, Ash pode muito bem ter ficado aprisionado nesse mundo para sempre. Mas como todo sonho, como tudo, existe um início e um fim. Na sala do hospital, vemos Delia, entristecida, falando com um doutor com uma expressão sinistra no rosto. Ele diz que o plano de saúde acabou, e o garoto não teve mudança na atividade cerebral em sete anos. Diz também que o choque do desligamento das máquinas tem uma pequena chance de fazê-lo acordar. Ela concorda, em lágrimas.

De volta ao mundo de Ash, ele finalmente derrotou a Elite dos Quatro, e um por um, as pessoas ao redor dele começaram a desaparecer. Eventualmente, tudo está preto. Pikachu corre até ele, brilhando cada vez mais na escuridão. Finalmente, ele alcança Ash e os dois se abraçam uma ultima vez.

De volta a sala do hospital, seus sinais vitais diminuindo, Ash murmura suas ultimas palavras.

Eu... quero ser... o melhor...

Ele vai morrer, sem nunca realizar o seu sonho, exceto o fracasso em seus sonhos. Quando ele voltou a realidade, ele percebeu toda a mentira que aquilo era, percebeu que era tudo imaginação. Sabendo que seus esforços, ambições e amigos eram nada, ele desistiu.

Enquanto ele fala sua ultima frase, ele abre um pouco seus olhos e vê a silhueta de sua mãe, seu rosto coberto pelas suas mãos que limpam as lágrimas. Eles olham um nos olhos do outro, e uma ultima descoberta lhe vem a tona antes de ele perder toda sua força.

Ele vê que sua mãe sempre teve a esperança de que ele iria recuperar-se todo esse tempo. Ele a vê e percebe que a esperança dela foi quebrada ao perceber que ele viveu mais que seu único filho. Ele morre sabendo que ele é amado, mas isso significa que a pessoa mais próximo e mais real para ele está completamente arrasada.

Fonte: http://raphs-world.blogspot.com/2010/03/teoria-do-ash-em-coma.html

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Confusões



Esta nota é para algumas pessoas que andam confundindo minha vida pessoal e modo de pensar no mundo real com minha vida virtual e minha vida acadêmica. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Aqui no mundo virtual meu intuito é apenas importunar, falar, falar, falar, debater e debater temas polêmicos. Independente se é o que eu penso de verdade ou não. MESMO QUE PORQUE, no mundo virtual eu mascaro minhas reais opiniões bancando o conhecido advogado do diabo para ver até onde as pessoas concordam ou discordam do tema proposto. Não faço propagandismo neo nazista, nem racista, nem homofobico ou machista ou qualquer discriminação que seja. Não tenho o intuito de ser assim, não sou assim no mundo virtual, nem no real e nem muito menos na vida acadêmica. Detesto qualquer forma de discriminação por classe, etnia, religião e gênero. Vejo todos como iguais e com igual capacidade que todos. Mas com aquela ressalva que todos tem uma aptidão para alguma coisa que outros não tem. Seria essa a única diferença entre os humanos, suas devidas habilidades. 

Mais uma coisa, no mundo real eu sou totalmente diferente deste mundinho 1001001010111011. Não confunda ambas as vidas.

E mais, este blog não tem o intuito de ser um blog acadêmico. Não estou aqui fazendo papel de historiador e nem o quero. Eu deixo minha vida acadêmica e os textos acadêmicos para dentro da universidade. Este blog tem o intuito unicamente de lazer, nada mais! Então não me cobrem seriedade acadêmica aqui porque eu não vou ter tal seriedade acadêmica! Os textos são apenas um exercício de redação com algumas informações que possuo sobre o assunto trabalhado. São mais ensaios de pensamento do que uma tentativa de construir um fato concreto ou um texto informativo.

E lembrem-se, muitos dos textos com as temáticas propostas são apenas provocativos, para saber suas devidas reações. Alguns vão ter sim redação pesada e áspera com o único intuito de provocar o debate. Nada mais.

Espero que entendam.
                                                                                                        Obrigado.

domingo, 26 de setembro de 2010

O neo ateísmo virtual



Antes de mais nada devemos esclarecer algumas coisinhas que muitos acabam se equivocando. A começar, o que é ateu?
Ateu vem do grego a-theos, não-deus, não existe deus/es. O ateu não é o cara que acredita no Diabo, que quer eliminar a sua religião custe o que custar e nem é o mal em pessoa. O ateu é o cara que não acredita na existência de deuses, seja esse deus nórdico, egípcio, hindu, Greco-romano, cristão, sumério-acadiano, oriental e judaico-cristão-islamico. Acho que uma definição mais clara do que essa é impossível, certo?
Segundo problema: ateus acreditam no Diabo? Eles estão sobre posse do Demônio?
Não, eles não estão sobre possessão demoníaca e nem são satanistas! A partir do momento que você não acredita na existência do deus judaico-cristão-islamico por tabela o ateu também não acredita na existência do Diabo, Lúcifer, Shaitan. Para a existência de Deus é necessário primeiramente a existência do Diabo e vice versa. Se eu acredito no Deus cristão, logo, acredito no Diabo e vice versa. Pela teologia cristã, judaica e islâmica, se você aceita existência de um, logo o outro também existe. Assim como nas culturas egípcias, nórdicas, gregas e etc. Se eu aceito a existência de Thor, logo acredito que Loki [seu rival] também exista. Se acredito em Osíris, logo Selkmet também existe. Se acredito em Zeus, Hades também existe. Mas se um ateu não acredita em nenhum desses deuses, logo seus adversários também não existe. Por esses motivos ateus não são satanistas e nem estão sobre posse demoníaca. Mas se você é cristão [católico, espírita ou protestante] e quer acreditar nisso, problema é seu, mas saiba que você está equivocado.
Terceiro: ateus podem acreditar em seres alienígenas, espíritos e em forças cósmicas, astrológicas e algo do gênero?
Não sei. Isso vai do conhecimento e da experiência de cada um. Cada individuo tem seu próprio nível de aprendizagem que tendem tanto para o campo místico quanto para o campo empírico. Mas o problema que acaba ocorrendo é a confusão entre ceticismo cientifico e ateísmo. Ambos são completamente diferentes embora se cruzem em dado momento. O ateu como já escrito acima é aquele que desacredita na existência de deuses. Já o cético é aquele que duvida de alguma coisa, algum fenômeno físico, químico, de deuses, de santos, de pessoas, de determinado evento publico, histórico ou algo do gênero. O cético é aquele que duvida que tenha acontecido ou que exista. Muitas das vezes céticos calcam seus conhecimentos na ciência, pois tudo aquilo que não é comprovado cientificamente não vale como prova da existência ou não existência. Claro, isso de maneira geral. Mas claro, eu posso ser um ateu-cetico? Sim você pode. Você é livre para ser o que quiser. Mas lembre-se sempre, é sempre bom duvidar da veracidade das coisas, pois papel aceita qualquer coisa. Mas se eu acredito em espíritos, fadas, elfos, dragões ou qualquer ser mitológico isso “não diminui” minha descrença em deuses. Afinal, a menos que um elfo seja um deus, ai sim você não acredita no deus elfo. Agora se você acredita em fadas e dragões por qualquer razão que seja beleza, você não é cético quanto à existência desses seres, você tem suas razões para acreditar neles ou não. Mas não misture essa sua crença em seres mágicos com a existência ou não de deuses, embora ambos sejam seres mágicos, ambos são diferentes em vários aspectos.
Quarta problemática: ateísmo e anticristianismo.
Muitos “ateus” acabam confundindo a existência ou não de Deus com as praticas cristãs. Muitos desacreditam na existência de Deus devido às atrocidades cometidas pelos homens contidos na bíblia e na história da Igreja Católica e atualmente na picaretagem de vários pastores evangélicos que abusam da humildade alheia para arrancar dinheiro. Muitos desses “ateus” adoram citar versículos bíblicos onde existem contradições com o Deus pregado e o Deus bíblico. Onde também demonstram atos de genocídio, massacres, assassinatos, maus-tratos a animais, sacrifícios humanos e de animais, apologia a escravidão e prostituição, menosprezo da figura feminina, submissão a Deus a qualquer custo [mesmo a custo de vidas inocentes] e dentre outras atrocidades contidas na bíblia. Sim, existe tudo isso escrito na bíblia, basta tira-la da estante e lê-la que verás que nada disso é mentira. Mas entendam criançada, criticar a bíblia por conter isso é apenas isso, criticar a bíblia. Se você se considera ateu só porque existem contradições e atrocidades na bíblia é melhor repensar seu “ateísmo”, pois você não desacredita em Deus, mas sim no que a religião prega. Você não está “sendo ateu”, mas sim anticristão! O anticristo é aquele que vai contra os ensinamentos de Cristo e os ensinamentos das igrejas, doutrinas e filosofias cristãs. E é isso que vocês acabam sendo, anticristãos ou antibiblicos.
E porque da razão deste texto?
Este texto tem como base criticar as crianças rebeldezinhas da internet que adoram falar que são ateias para pagar de malvadinhas, de meninos cultos e inteligentes que não acreditam em deuses. Saiba você garotinho que se enquadra em alguma das situações acima ou não sabia da diferença acima proposta, que você não está nem perto de saber o que é ateísmo ou por onde passa a sua suposta descrença eu deuses. Muitos acabam se auto-afirmando ateus para contestar os pais religiosos que adoram levar o garoto na missa ou no culto em dia de domingo. Estes num ato de rebeldia comuns na fase da adolescência contra os pais adoram furar suas orelhas, fazer tatuagens às escondidas, andar com amigos suspeitos, beber, usar drogas e em casos mais graves se prostituir e dizer que são ateus ou comunistas. Mas de fato, estes não sabem nem por onde anda um e outro, só querem saber que são e se discordam adoram xingar, falar mal e fazer criticas mais vazias que o vácuo.
Estas mesmas crianças acabam “virando” ateu por causa do que fulano falou, porque viu em algum blog [como este] o que é ateísmo, porque de ser ateu, porque as religiões estão erradas e etc. e tal junto ainda com vídeos do Youtube produzidos por pessoas desocupadas e patéticas que fazem critica não a existência de deuses, mas a existência do Deus cristão! Estes vídeos acabam entrando mais na categoria anticristo do que ateísmo, sem falar nas argumentações falhas, simplistas, infundadas, tendenciosas e falaciosas a respeito das religiões monoteístas. E tem muitos menininhos que adoram postar esses vídeos, fazer citações desses blogs para reafirmar o seu ateísmo, como que se sua existência dependesse disso.
Alguns desses menininhos mais iluminados acabam tendo contatos com obras “ateicas” como Freud [sic], Nietzsche, Richard Dawkings, Steven Hawking e outros num ato totalmente orgástico acabam citando Darwin! Mas qual o problema de citar esses autores? Nenhum se você não tem opinião própria! Obras desses autores formam quase um bíblia para inúmeros pseudo ateus que existem mundo a fora. Adoram citar esses caras, tecem criticas contra o Cristianismo [não entendo porque o alvo tem que ser justamente o cristianismo] com base nesses camaradas, levam uma vida quase baseada nessas obras se semelhando e muito de vários religiosos que tem a bíblia, a tora, o alcorão, livro dos mortos, oráculos como guias de vida. Outro problema é as obras em si. Freud para começo de conversa era judeu! Nietzsche fez criticas infantis ao cristianismo no Anti Cristo, e ali ele fez jus ao nome do livro, pois ele foi contra o cristianismo, não contra a idéia da existência de deuses. Dawkings é biólogo, nada mais natural do que o cara escrever um livro descendo a lenha na bíblia referindo-se a evolução como uma quebra entre religião e ciência. Alias, ainda não entendi porque que o cara tinha que escrever um livro falando sobre sua descrença em Deus... Será que ele se sente mais ateu fazendo isso? Existe algum patamar de medição de ateísmo? Uma escala de valores? Enfim, Hawking. O cara já nasceu desgraçado na vida, mesmo sendo brilhante no campo da física espacial. Só por estar do jeito que está geraria uma revolta contra Deus. Mas suas teorias sobre a não existência de Deus está mais voltado para a magnitude do Universo e nossa ínfima importância para o Universo. Nós humanos achamos que o Universo gira ao nosso redor e achamos que deuses ligam mais para nós do que para o restante do Universo. Agora o Darwin. Até onde eu sei Darwin era religioso, ia freqüentemente a Igreja de sua cidade e demonstrou que a bíblia continha equívocos sobre a origem das espécies e a evolução. Muitos adoram falar que ele matou Deus. Mas matou como? A Origem das Espécies é uma obra biológica contida em um contexto específico com mentalidade específica. Darwin apenas usou de observação para suas analises. Mas ainda sim existem aqueles que adoram falar que Darwin era ateu e provou que Deus não existiu. Só porque o povo não o mais aceitava nos cultos por ter demonstrado que a bíblia continha equívocos de datação quanto aos animais, não significa que ele tenha eliminado totalmente a idéia de Deus sobre a criação. Não que exista mesmo essa idéia de Deus criador, pois a bíblia é cheia de metáforas e isto tem que ser levada a serio quando se fala da mesma, mas ainda não temos um ponto decisivo de como originou a vida na Terra cabendo como explicação a existência de deuses.
Outra critica que faço a esses ateuzinhos virtuais é referente à separação entre ciência e religião. Não sei por que cargas d’água tem que haver essa separação. Desde quando o homem lapidou a primeira pedra, criou uma roda, observou as estrelas e os fenômenos naturais e deu a esse conhecimento de dádiva divina até o século XIX fé e ciência nunca se separaram. Se hoje temos as grandes pirâmides, a escrita, a preservação de obras literárias antigas, de conhecimentos astronômicos, sobre o clima e sobre o Universo a muito se deve aos sacerdotes! Galileu, Copérnico, Newton e até mesmo Georges Lemaitre teórico do Big Bang [pasmem crianças, ele era PADRE!!] eram pessoas religiosas. Galileu Galilei teve uma parte de suas pesquisas astronômicas financiadas pela Igreja, assim como Copérnico, mas como a mentalidade da época ainda não estava preparada para aceitar a gravitação universal e os movimentos da Terra, acabou-se condenando Galileu a prisão domiciliar e a cassação de suas obras. Mas Newton inclusive [cristão e maçom] criou a idéia de Deus como um relojoeiro. E o senhor Georges Lemaitre? Padre católico belga, astrônomo e teórico do Big Bang. Quem diria em meu caro. Você que fica ai se gabando da origem do Universo ser o Big Bang pensava que essa teoria era feita por algum ateu em? Que nada, foi justamente um padre unindo fé e razão que teorizou a Origem do Universo em uma grande explosão. E agora? O que você vai fazer? Então entenda de uma vez, não existe e nunca existiu essa cisão entre fé e razão. Ambas sempre andaram de mãos dadas desde que o homem caminhou sobre a Terra. Só nessa sua cabeça oca que existe essa cisão entre um e outro. E este é o grande divisor de águas entre crianças e adultos.
E o que eu quero com este texto? Eu quero que você, criança, reveja seus conceitos e preconceitos a cerca das religiões. Entenda que se você pensa da forma descrita acima você não passa de um idiota, analfabeto funcional e ignorante. Leia mais, estude, busque compreender melhor o mundo a sua volta e essa possível “crítica” que você tem sobre as religiões. Saiba o que você critica, porque critica o que te leva a criticar e o que isso implica na vida social. Entenda conhecimento é a chave de tudo. Não menospreze um religioso se julgando superior a ele usando esses argumentos porque você não é superior a ninguém. Alias, se você usa algum daqueles argumentos acima citados em discussões contra religiosos entenda que você é um idiota! Primeiro que ninguém é obrigado a escutar a ladainha de ninguém, segundo porque você mente terceiro que você só quer aparecer. E o que eu quero com esse texto é que as crianças parem de torrar o filme dos ateus de verdade, daqueles que fazem algo pelo mundo, mas acabam sendo limitados por varias pessoas, em maioria religiosa, por ter experiências desagradáveis com pessoas ignorantes que se auto intitulam ateias. Lembre-se, você não é ateu, é apenas uma criança mimada que quer atenção. E se mesmo assim você ainda quer torrar o saco alheio com suas macaquices, recomendo um psicólogo. Afinal, ninguém tem saco para aturar gente idiota.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pontos curiosos da PL 122



O debate não é contra os homossexuais, mas sim contra essa lei ridícula chamada PL 122. Somos contra homossexuais? Eu pelo menos não tenho nada contra, mas com relação a essa lei, sim eu tenho! Sou homofobico por causa disso? Não! Porque não tenho medo e nem aversão a homossexuais, a menos que os mesmos me ameacem com agressão, me insultem e façam coisas desse gênero contra minha pessoa, ai sim terei algo contra a pessoa que me infligiu esses danos. Espero que isto esteja claro para todos, certo?
            E a lei? Qual o problema com essa lei?
Todos e mais alguns. A começar pelo chover no molhado. Essa PL 122 que surgiu como uma lei para impedir o aumento e a continua pratica de agressões contra homossexuais de cunho ideológico, físico e psíquico não terá este efeito e foi uma total perda de tempo pois todos os direitos de negros, brancos, índios, religiosos, heteros e homos assim como qualquer outro ser humano já estão assegurados pela Constituição Federal do Brasil de 1988 onde lemos claramente:
“Artigo 5º da Constituição Federal
Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;” {http://www.culturabrasil.pro.br/artigo5.htm}

Só por esse artigo já torna toda a PL 122 anulada por ser totalmente anti constitucional, pois se partimos do pretexto de que somos TODOS iguais perante a lei, então não é lógico haver leis que tornam alguns “mais iguais” que os demais. Não é justo que uma pessoa por motivo de escolha afetiva tenha mais direitos resguardados do que outras pessoas que não compartilham desses mesmos motivos de escolhas afetivas. Não é justo um grupo de pessoas terem mais privilégios na lei, havendo mais voz perante um malefício sofrido do que outros grupos de pessoas que sofrem os mesmos malefícios mas não são atendidos nos âmbitos da lei. Se somos todos iguais, então não à a necessidade de leis que beneficiam outros grupos e me discrimine por não compactuar com as mesmas idéias e filosofias desses beneficiários. Isto é ANTI CONSTITUCIONAL!

E porque a PL 122 fere a Constituição? Por este artigo:

§ 5º O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica; (NR)”

É ruim ser discriminado? É. Mas não é apenas homossexual que é discriminado. Ser discriminado de forma filosófica? Como assim? Isso se refere as religiões? Se for, então todos os padres e pastores que tem como filosofia de vida monástica ou do cotidiano que homossexualidade é algo imoral deveriam ser presos, pois discriminam um certo grupo. Certo? É! Pela lei sim. Mas como tratar com o cidadão religioso que pensam assim como seus padres e pastores? Eles deverão ser presos também por acreditar em algo totalmente diferente do que os homossexuais querem? Por seguirem uma filosofia que tem o homossexual como algo a ser evitado, deverão ser presos? Porque? Será que são apenas homossexuais que são discriminados por ordem moral, ética, filosófica ou psicológica?

Lemos na PL 122:

“ Art. 1º Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, definindo os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.
Art. 2º A ementa da lei passa vigorar com a seguinte redação: “Define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero (NR)”

Não estou lendo ai a inclusão de músicos, pessoas gordas, magras, baixas ao ponto do nanismo, pessoas altas demais, deficientes físicos, ateus, pessoas com visão política distinta [comunistas principalmente] entre outros grupos sociais que sofrem discriminação a todo instante por toda a sociedade. Porque os homossexuais têm esse direito de modificar a lei em beneficio próprio e metalleiros, rockeiros, pagodeiros, funkeros, pessoas gordas ou magras, pessoas baixas ou anões, deficientes físicos e ateus não são resguardados por essa ementa? Estas pessoas acima citados também sofrem discriminação no trabalho, nas ruas, nas escolas e nas igrejas também! Os ateus tem um caso quase similar de discriminação como os homossexuais. Foram e são perseguidos pelas religiões de todo o mundo, foram queimados na Inquisição, são mortos em países islâmicos, são discriminados em entrevistas de emprego, são discriminados em escolas e universidades, são discriminados por outras pessoas que descobrem essa condição de pensamento do individuo sofrendo taxações pejorativas serias que ferem a honra e a moral do individuo. E porque eles não são resguardados por essa lei como os homossexuais? O que torna os homossexuais mais especiais?
“Ah você é homofobico e ta morrendo de medo da lei. Seu homofobico!!”
NÃO! Não sou homofobico. Só não concordo que um grupo de pessoa tenham mais privilégios na lei do que eu e os demais que não concordam ou não compactuam com suas escolhas, pois pela própria constituição temos o direito de contestar e não concordar com certos pontos defendidos por homossexuais.
Outra questão curiosa e preocupante. O trabalho. É correto afirmarmos que existem pessoas mais qualificadas do que outras e isto é um caráter discriminatório na hora de selecionar uma pessoa para o mercado de trabalho. Ou seja, terão que ser escolhidos pessoas capazes de executar o trabalho ao qual está sendo contratado sem ser discriminado por raça, cor, etnia, SEXO [normalmente isto já incluiria as demais categorias de gênero, pois alguns grupos definem a homossexualidade como sendo um terceiro sexo], orientação religiosa e nacionalidade. Mas pela lei PL 122 ficou complicado dispensar um homossexual. Mesmo os motivos não sendo referentes a opção sexual do individuo demitido, o mesmo com esta lei poderá sentir-se discriminado e mover uma ação contra a empresa alegando ato de homofobia.



 Art. 4º Praticar o empregador ou seu preposto, atos de dispensa direta ou indireta. Pena: reclusão de dois a cinco anos.
 Art. 6º Recusar, negar. impedir, preterir, prejudicar retardar ou excluir em qualquer sistema de seleção educacional, recrutamento ou promoção funcional ou profissional.
 Art. 8º Os artigos 16 e 20, da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passam a vigorar com a seguinte redação:
 “Art. 16. Constitui efeito da condenação;
I - a perda do cargo ou função pública para o servidor público;
II - inabilitação Para contratos com órgãos da administração pública direta, indireta ou fundacional;

 § 2º Quando o ato ilícito for praticado por contratado, concessionário, permissionário da Administração Pública, além das responsabilidades individuais será acrescida a pena de rescisão do instrumento contratual do convênio ou da permissão.

O que vocês entendem por essa parte de lei? Eu entendo que caso um homossexual por qualquer motivo que seja, não sendo ligado apenas a questão de sexo ou gênero for dispensado de seus ofícios o mesmo poderá mover uma ação contra seu contratante e alegar discriminação por sexo ou gênero! Isto dá benefícios indiretos e diretos a homossexuais na hora do mercado de trabalho, pois inviabiliza ao contratante dispensar o mesmo do serviço ou “discriminá-lo” [no sentido de tira-lo da seleção por não atender as exigências do cargo proposto] na hora da seleção para o emprego. Isto cria uma certa “cota para homossexuais” no mercado de trabalho, pois intimida o contratante na hora de selecionar o novo empregado por medo de ser punido pela lei com reclusão, multa e fechamento do estabelecimento. Este tipo de privilegio é absurdo!
Outro ponto curioso:

 Art. 8º-A. Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no artigo 1º;
Pena: reclusão de dois a cinco anos.

 Art. 8º-B. Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas ao demais cidadãos ou cidadãos.
Pena: reclusão de dois a cinco anos

Existem locais apropriados para manifestações de carinho entre casais? Sim existem! Uma praça, um cinema ou algum show artístico. Mas uma escola é local para ficar namorando? Uma igreja? Um estabelecimento pode impedir que manifestações de afeto [beijos]? Sim, pode. Se o mesmo é particular então o dono que cria as regras do mesmo. Isto nunca foi problema algum para heteros. Agora homossexuais.... Se a diretora de uma escola impede um casal gay de se beijar dentro da escola assim como impede um casal hetero de se beijar dentro da escola [muito comum em colégios católicos] o casal gay pode mover um processo contra a escola por conta desta atitude da diretora. Se um padre ou pastor dá uma bronca num casal que fica de namorico na igreja ele está no seu direito, mas e se for um casal gay? Os mesmos podem ser presos por esse ato! O que prevalece então? O bom senso. Esta lei não fala até onde podem ir essas manifestações afetivas! Se um casal gay pratica ato libidinoso em local publico, seria ato obsceno, danos morais e atentado violento ao pudor. Mas será que seria mesmo para um casal gay? Pela lei parece que os mesmos estão salvaguardados perante esta questão.

Faltaram pontos que eu pudesse trabalhar melhor essa lei, mas estes pontos vão aparecendo com o tempo. Mas lembrando, eu sou homofobico? Não! Não sou. Não estou discriminando homossexuais, estou fazendo uma critica a esta lei totalmente tendenciosa, discriminatória e anti constitucional.